quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

AVELINO DE ARAÚJO


poema visual de AVELINO DE ARAÚJO
natal/RIO GRANDE DO NORTE

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ROBERTO ROMANELLI MAIA



DISTORÇÕES, MANIPULAÇÕES E TRUQUES NA DIVIDA PÚBLICA BRASILEIRA
 

Roberto Romanelli Maia
Escritor, Jornalista e Poeta
 
 
 
Hoje, a dívida pública brasileira é dividida em duas partes: externa e interna e quase a metade do orçamento federal do próximo ano, 2014, exatos 42%, está destinada ao pagamento dessa dívida pública interna brasileira. Dos 2,14 trilhões de reais, 900 bilhões serão gastos com o “pagamento de juros e amortizações da dívida pública”, e no orçamento está previsto, por exemplo, 71,7 bilhões para educação, 87,7 bilhões para a saúde, ou 5 bilhões para a reforma agrária”,
 
O orçamento da União está repetindo a mesma prática adotada há décadas nos últimos governos (desgovernos). Concede absoluta prioridade ao pagamento dos juros e amortizações da dívida pública, interna e externa, não “esquecendo” de pagar até o ultimo real aos bancos e ao Sistema Financeiro Internacional.
 
Os valores destinados à dívida, “nunca deixam de ser pagos e gastos”., mas os valores designados para áreas sociaisnão totalmente executados sob a justificativa de que deve ser  garantido o cumprimento da chamada meta de superávit primário, “uma reserva orçamentária destinada exclusivamente ao pagamento da dívida pública”.

Se somarmos as duas dívidas, chegamos perto de três trilhões de reais e é esta dívida que consome a maior parte dos gastos de recursos da União. Enquanto isso, são destinados em recursos, valores totais bem abaixo do mínimo necessário e exigível para a saúde e para a educação, sendo praticamente esquecidas áreas como aquela da infraestrutura, cultura, agricultura, etc.
 
Lembremos que o ex Presidente Lula alardeou alguns anos atrás que O Brasil tinha zerado a sua dívida externa e já era credor”. Foi este o anúncio apregoado com estardalhaço pelo governo Lula que declarou algo irreal e inexistente pois o que de fato  o Brasil não se tornou credor dos outros países, nem pagou a dívida externa. Ao contrário do que foi dito, a dívida seguiu existindo, aumentando cada vez mais e consumindo grande parte dos recursos que iriam para a área social.
Existe uma informação que a maioria de nosso povo desconhece e é a chave para entender a manobra realizada pelo governo. Trocou-se a dívida pública externa pela interna e na época desta declaração sobre a inexistência de dívida externa, a dívida interna do país alcançou inacreditáveis R$ 1,2 trilhão, ou 65% do PIB, o valor de tudo o que o país produziu naquele ano.
Os títulos da dívida interna emitidos pelo governo foram os mais caros e dos prazos os mais curtos. O governo pagou aos títulos da dívida interna juros de 12,8% ao ano, maiores que a taxa básica de juros, a Selic, que na ocasião era de 11,25%. Desta forma, a dívida só aumentou consideravelmente e em nada diminuiu, pelo contrário.
Em dezembro de 2006 era de R$ 1,092 trilhão. Doze meses depois somava R$ 1,224 trilhão com isso a dívida pública total, interna e externa, alcançou em final de 2007, R$1,311 trilhão. Com isso, pasmem, no ano seguinte em 2008, venceram R$ 400 bilhões em títulos da dívida.

 
Recordemos: o que caracteriza a dívida externa brasileira é o fato dela ser contraída junto ao exterior. Já a dívida interna foi contraída em reais e é devido o seu pagamento pelo governo aos “residentes no país”.
 
Claro que essa é uma definição clássica, mas buscando quebrá-la o Brasil  fez nos últimos anos várias emissões de título da dívida externa em reais que tiveram grande aceitação no Estado internacional, tendo em vista que o Sistema Financeiro Internacional e os especuladores apreciam, e muito, receber juros que são os maiores do mercado em todo o mundo.
 
Isso porque devido a crise americana e europeia o dólar estava em flagrante queda no mercado internacional, enquanto os títulos em reais garantiam a esses “aplicadores” estrangeiros um pagamento de juros elevadíssimo e portanto uma quantidade de dólares a ser paga para o sistema financeiro e para os especuladores, cada vez maior.
Com o lançamento destes títulos da dívida externa em reais, grande parte da dívida interna passou a estar nas mãos de estrangeiros que vêm ao país em busca de uma moeda que se valorizou frente ao dólar. Na projeção dos últimos anos, o dólar teve uma queda muito grande, e a desvalorização cambial já significou um ganho para o aplicador estrangeiro.
Além disso, os títulos da dívida interna brasileira são os que pagam os maiores juros do mundo. Em meio à crise financeira mundial, o mundo inteiro paga juros próximos de zero, mas os juros no Brasil estão subindo inexplicavelmente, chegando a 10% com a ultima alta da SELIC.
Fora isso, o estrangeiro que aplica em títulos da dívida ainda tem isenção tributária, para auferir ainda melhores ganhos e lucros. Sim, emprestar  dinheiro ao nosso país, é um dos melhores negócios e os “abutres” sabem descobrir onde está a boa carne.
Todo esse conjunto de coisas está transformando o Brasil no destino dos grandes especuladores internacionais que buscam alta rentabilidade e isenção tributária.
Tudo isso graças a total liberdade de recebimento e de envio de capitais que temos aqui.
Isso influencia muito nas contas públicas, ao ponto de provocar um crescimento enorme da dívida e uma exigência de pagamentos de centenas de bilhões de reais de juros, a ser paga pelo nosso país. E, quanto maior é a dívida, maiores são os juros pagos pelo governo e recebidos pelos que emprestam e aplicam seu dinheiro no Brasil.
 
Com isso os recursos para pagar esses juros saem de cortes relativos aos gastos sociais, aos investimentos em geral, a redução das possibilidades de reajuste de salários e de pensões, etc. Prova dessa realidade é o fato que os juros subiram, em curto espaço de tempo, de  8% para 9,5%, e agora para 10% no final deste ano.
A maior parte desta dívida, ou seja seus credores, está na mão de estrangeiros, e mais de 50% está na mão de fundos, que são as instituições financeiras. Haja vista o lucro desses bancos, que não para de crescer, exatamente, em função dessa questão da contrapartida que eles têm com esses juros altos garantidos no processo de endividamento brasileiro.
Sobre os encargos mensais financeiros que o Brasil tem que dispensar em função da dívida pública os dados não são divulgados  prontamente, mas aqueles constantes do próximo orçamento de 2014 apontam para 900 bilhões que serão gastos com o pagamento de juros e de amortizações da dívida pública.  Fazendo uma conta rápida, dividindo pelos doze meses de 2014, temos uma média de mais de 75 bilhões por mês, mais de 2 bilhões por dia de juros. Claro que essa gigantesca quantia que é paga aos bancos e aos credores nacionais e internacionais compromete a receita brasileiraem 36% de todo o orçamento da União, basicamente, só para pagamento destes juros. É como se reservássemos 36% de nosso salário só para pagar nossas dívidas.
Dentro deste quadro é fundamental mencionar que esse privilégio quanto ao pagamento da dívida favorece uma reduzida parcela de bancos e de especuladores do sistema financeiro, que, à custa de restrições cada vez maiores aos direitos sociais, impostas pelos últimos governos brasileiros, têm registrado lucros recordes. Isso ocorre devido ao atual sistema de lançamento de títulos da dívida pública, com apenas doze bancos autorizados a poder adquiri-los junto ao Tesouro Nacional. Agora pasmem: esses bancos, chamados de dealers, somente compram títulos quando a taxa de juros oferecida atinge o patamar que eles desejam.
Dentro dessa realidade dramática a dívida pública brasileira se transformou em um mero instrumento de lucro do mercado financeiro. Em lugar de servir como meio de obtenção de recursos para financiar o Estado e incrementar as condições de vida de todos os brasileiros, tornou-se um mecanismo de subtração de crescentes volumes de recursos públicos, inviabilizando a destinação das verbas necessárias e prioritárias para áreas sociais, com isso  provocando a piora nas condições de vida da sociedade em geral, enquanto o governo favorece o setor financeiro.

Além disso, impossível negar que existe um grave problema de contabilidade e de transparência em relação aos gastos com a dívida, pois dos 900 bilhões de reais do orçamento/2013 reservados para o pagamento da dívida, o governo revelou que 608 bilhões se referiam ao chamado “refinanciamento” ou “rolagem”,  referentes ao pagamento de amortizações da divida (ou seja, ao principal)  por meio da emissão de novos títulos da dívida.

Mas é claro que o valor classificado sob a rubrica “refinanciamento” ou “rolagem” da dívida não pode nem deve ser considerado como gasto, pois trata-se de um truque ou artifício contábil que apresenta apenas o pagamento do principal da dívida por meio da emissão de uma nova dívida (ou seja, o que ocorre é uma mera troca de dívida velha por dívida nova).
 
Este estratagema, que ocorreu e ocorre nos últimos governos, contabiliza a atualização monetária como amortização ou refinanciamento, sendo uma burla a constituição de nosso país, que veda tal procedimento.
 
O resultado não pode ser outro: através dessa “fórmula mágica” a dívida pública passa a crescer de forma descontrolada, levando o governo a contingenciar (reduzir) o orçamento das áreas sociais.
 
Note-se ainda que o valor de 22 bilhões de reais é um teto previsto no orçamento que, a depender da política de superávit primário do governo para o pagamento do serviço da dívida, pode ser drasticamente diminuído, como temos observado em quase todas as áreas sociais no início de cada ano.
 
Dessa forma, dentro daqueles 608 bilhões de reais, que foram previstos no orçamento, o governo inclui  grande parte dos juros nominais da dívida pública, o que representa quase a metade do orçamento anual para o pagamento de juros e de amortizações.
 
Resultado desse artifício: a dívida não para nem irá parar de crescer! No primeiro semestre de 2012, a dívida interna alcançou 2,74 trilhões de reais e a externa 416 bilhões de dólares.
 
Assim, não há como desconhecer que as instituições financeiras nacionais e estrangeiras detêm a propriedade dos lucrativos títulos da dívida brasileira,  chamados entre os banqueiros de “bolsa rico”.
 
Nessa rede de truques, de manipulações contábeis e de números e dados financeiros que não são reais, existe também um que é repetido todos os anos quando se trata de justificar indevidamente a não concessão de um aumento maior do salário mínimo.
 
Alegam os nossos governantes que a Previdência Social não teria recursos suficientes para pagar as aposentadorias do Regime Geral.
 
Mas claro que esta afirmação é desprovida de fundamento pois não se sustenta em base aos dados reais da arrecadação federal.
 
A Previdência é um dos tripés da Seguridade Social, e juntamente com a Saúde e a Assistência Social, ela tem sido altamente superavitária. Em 2011, o superávit da Seguridade Social passou de 77 bilhões de reais; em 2010, de 56 bilhões; e em 2009, de 32 bilhões, conforme dados oficiais fornecidos pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita.

Este superávit da Seguridade Social deveria servir para a melhoria da previdência, da Assistência e da Saúde dos brasileiros, mas isso não ocorre devido à prioridade para o pagamento da dívida mediante a Desvinculação das Receitas desses setores para o cumprimento das metas de superávit primário. Ou seja o governo não dá um aumento real para pagar melhores aposentadorias porque faz compulsoriamente uma reserva de recursos para o pagamento da dívida pública.< /strong>
 
Resumo da ópera: hoje, a maior parte dos gastos com a dívida se referem à denominada dívida interna, que possui como beneficiários bancos e investidores estrangeiros. A dívida interna é uma nova face da dívida externa e continua retirando recursos dos mais pobres (por meio dos tributos incidentes sobre o consumo e sobre os salários) para privilegiar o sistema bancário, o financeiro e os especuladores.
 
Sobre essa realidade dantesca que a maioria da população brasileira desconhece os dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) mostram que o gasto do Brasil com pagamento de juros sobre a sua divida pública já é o terceiro maior do mundo. Em números reais a dívida pública brasileira, na atualidade, já está perto de 80% do PIB.
 
Entre dados coletados de praticamente todos os países, segundo o FMI, a despesa brasileira, é equivalente a 5,7% da renda nacional, só perdendo para a da Grécia, mergulhada em crise financeira, e a do Líbano, cujas finanças são abaladas pelos custos de brigas internas.
 
A anomalia das contas brasileiras ajuda a entender por que, em relatório publicado pouco tempo atrás, o FMI discordou da tese do governo Dilma Rousseff segundo a qual a redução do endividamento nos últimos anos abriu espaço para afrouxar a política de controle fiscal.
 
Apesar de para  o FMI a divida brasileira ser equivalente a 65% do PIB no mapa do Fundo, sendo inferior às de países desenvolvidos como Estados Unidos (103% do PIB), Japão (230%), Alemanha (81%) e França (86%), não se pode esquecer nem relevar que o mercado bancário e financeiro credor, trata diferentemente os devedores desenvolvidos, que emitem moeda forte, e os demais, incluso o caso do Brasil. Nos quatro países do exemplo, acima mencionado, as despesas com juros variam de 0,9% (Japão) a 2,5% do PIB (França), o que está claro não é o caso do Brasil que paga aos credores 10%, sem que ninguém possa prever quando será o próximo aumento.
 
No mundo emergente, os governos mais endividados, caso brasileiro, arcam com custos muito maiores. Exemplos dessa discriminação: Índia e Egito, além do Brasil, que figuram entre os que mais gastam com juros da dívida pública.
 
Por outro lado, sobre os números e dados em torno do cálculo correto das dimensões e da evolução da dívida pública do Brasil, existem sérias divergências entre o Brasil e o FMI.
 
O governo brasileiro tradicionalmente trabalha com o conceito de dívida líquida, ou seja, descontando o valor dos créditos a receber. Por essa metodologia, o endividamento estaria falsamente em queda em relação proporcional ao PIB.
 
Já o FMI considera, baseado em fatos reais, que a evolução da dívida líquida está distorcida pelas seguidas manobras contábeis adotadas no Brasil, como a emissão de títulos públicos para injetar mais dinheiro nos bancos estatais, uma operação que não aparece na dívida líquida porque, em tese, os recursos foram emprestados aos bancos.
 
Esta maquiagem fiscal e contábil que os últimos governos de Lula e Dilma tão bem souberam e sabem realizar e usar, levam a que o FMI continue a discordar totalmente dos cálculos sobre a divida pública brasileira que na conta governista deixam de fora os títulos públicos que são utilizados pelo Banco Central para a política monetária. Papéis que são vendidos e comprados sob o pretexto de regular a quantidade de dinheiro na economia,  mas que financiam de fato, sem nenhuma dúvida, o Tesouro.
 
Sem eles, a dívida seria de 54,2% do Produto Interno Bruto no mapa do FMI, o que revela como são manipulados pelo governo os dados e informações sobre a dívida pública brasileira.
 
Infelizmente, o Brasil não merece os governantes que nas ultimas décadas dominaram os destinos da nação, graças a uma politica assistencialista e a manipulação de informações, de dados, de estatísticas e de números que não refletem a real e lamentável situação de todas aquelas áreas que deveriam ser prioridade, acima de quaisquer outras, como no caso da educação, saúde, infra estrutura, transporte, etc.
 
Pior: estes mesmo governantes querem se perpetuar no poder e já estão novamente preparando para 2014 suas campanhas demagógicas em que alardeiam as falsas melhoras que seus governos trouxeram para o povo brasileiro.
 
Fazem questão de mostrar um lado da moeda: aquele que mais os interessa para iludir a maioria da população. Quanto ao outro nem sequer uma linha a respeito!
  
Porque no fundo se trata apenas de um “engodo e dos maiores”!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

PROESIA DE CÉSAR CARVALHO



Entre a prosa, a poesia e a proeza

César Carvalho lança em Londrina o livro Proesia, que reúne haicais produzidos ao longo de 30 anos. Ex-atores do grupo Proteu apresentam espetáculo

24/09/2013 | 00:02
Fábio Luporini
César Carvalho tinha já seus pouco mais de 30 anos quando decidiu escrever poemas. Era talvez uma necessidade, um jeito de expressar seus próprios questionamentos. Inquietações que surgiam das conversas com os amigos e colegas da Unesp, em Marília, onde dava aulas. Guardou todos os poemas e, agora, transformou-os em livro, Proesia, que será lançado amanhã à noite no Bar Valentino.
“A maioria deles foi escrita ao longo dos anos. Diferentemente dos adolescentes de 15 anos, decidi escrever depois dos 30. E só tive coragem de publicá-los hoje, aos 64”, justifica Carvalho, atualmente professor do Departamento de Ciências Sociais, da Universidade Estadual de Londrina (UEL). 
Trabalhando na Unesp há 30 anos, o professor mantinha amizades com pessoas ligadas à literatura. “Eu vivia um momento de questionamentos, estava insatisfeito com meus paradigmas. Comecei a pesquisar outras linguagens. Essas inquietações e diálogos com meus amigos, comecei a escrevê-los.”
Na época, lembra Carvalho, nem existia internet. “A gente tinha um correio e ia formando uma rede de correspondências. Mandava cartas aos amigos. Isso foi se acumulando”, diz. Desde então, nunca parou de escrever. Há ainda outros escritos do tipo contos ou crônicas, que o professor pretende publicar assim que se aposentar.
“Gosto de ler romances, mas não sou familiarizado. O que me fascina mesmo são os pequenos poemas.” No início do livro, há alguns longos, definidos por ele como prosa poética. “Mas depois vêm os poemas curtos, em que quero dizer o máximo com o mínimo.”
A inspiração vem do haikai. “Minha estrutura poética é o haikai, mas não o tradicional, que fala sobre temas ligados à natureza. Mantive a estrutura, de sete e cinco sílabas, mas tenho temas mais intimistas”, observa Carvalho.
São assuntos que põem a todo momento os conceitos e ideias em dúvida. “Que me ajudam a me repensar. Digo que o poema é um diálogo consigo mesmo, com os arquétipos que estão no nosso inconsciente.” Assim como é possível, na opinião dele, um diálogo do leitor consigo. “Se o leitor faz uma leitura estética, consegue conversar com ele mesmo.”
Diagramado com os poemas ocupando apenas as páginas ímpares, deixando as pares em branco, o livro tem aproximadamente 150 textos. Proesia, diz Carvalho, é uma brincadeira, conceito absorvido dos poetas concretistas.
“Tento a sonoridade de prosa, poesia e proeza. Porque meus textos beiram à prosa, são poesias e fazer um livro com recursos próprios não deixa de ser uma proeza”, explica.
Serviço
Lançamento do livro Proesias, de César Carvalho, na quarta-feira, no Bar Valentino (Av. Pref. Faria Lima, 486). O espetáculo será apresentado às 20h. Entrada: R$7. O livro custará R$20 no lançamento.FONTE:jornal de londrina/site.

CESAR CARVALHO



PROESIA
o livro será doado a bibliotecas públicas, museus, associações culturais, etc.
Caso você tenha endereço de instituições culturais, por favor, envie msg in box. 
De resto, você sabe, PROESIA foi o livro que deu suporte à adaptação da peça "Proesia em dez atos: a estória do Touro". Na peça, o diálogo é substituído pelos versos contidos no livro.
PROESIA está disponível tanto na Estante Virtual quanto na Livrarias Curitiba, em Londrina.


Proesia, poesia de Cesar Carvalho

CLAUDIO WILLER -LANÇAMENTO/MANIFESTOS







Poesia em manifestos O que Claudio Willer diz num de seus manifestos, nos anos 70, continua atual. Quem vive no meio acadêmico sente isso na pele. A poesia se alimenta de vida, da “vivência amorosa do texto.” Ele poderá falar disso no seu próximo lançamento de livro no dia 4. Segue um trecho: “Em nosso meio acadêmico a regra é, infelizmente, o código como norma, a metalinguagem anteposta à linguagem, o estudo da teoria sem a vivência prévia e amorosa do “prazer do texto”, complementando o academicismo do ensino de literatura nas escolas, e contribuindo para gerar levar de epígonos, repetidores de códigos e burocratas do conhecimento. O resultado está aí, patente no panorama literário dos anos 70: nossa produção poética jovem é, sem dúvida, valiosa e inovadora; no entanto, é também assimétrica, pendendo muito mais para o polo da ironia, da sátira e da paródia, do que da criação de novos códigos de um verdadeiro contradiscurso.” * Trecho de “Viagens 6, quase um manifesto”, de Claudio Willer, que tenho no livro Jardins da Provocação (Massao Ohno/1981) e integra o livro Manifestos que terá lançamento no próximo dia 4, conforme o convite.
enviado por cesar augusto de carvalho

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ENTREVISTA COM A ATRIZ CLARISSE ABUJAMRA




Entrevisto,a atriz/coreógrafa/diretora CLARISSE ABUJAMRA, consagrada por suas atuações em teatro, cinema e tv.



1- CLARISSE, pesquisando informações sobre sua carreira como atriz/coreógrafa/diretoria, percebo que o ator  ANTONIO ABUJAMRA, foi uma de suas maiores influências -eu o conheci pessoalmente em 2005, em seu programa PROVOCAÇÕES, ele te impulsionou a fazer teatro e a compreender a dimensão da realidade, como foi esse processo?
*Antônio Abujamra é meu tio, irmão de meu pai e por isso não processo e sim uma sequencia de dias vividos ao lado dele e  seu incentivo constante pra que eu fizesse teatro. Quando fui estudar dança nos EE.UU ele me pediu que fizesse um curso de interpretação,mas à época era a dança e só a dança.
 

2- Você é apaixonada por poesia, poesia no palco, considera que a poesia pode ainda ajudar a mudar as pessoas ?
** A poesia assim como os bons livros a boa musica...e por aí vai... enobrece nossa alma. Em cada canto de minha casa vc encontra um livro de poesia e religiosamente leio pelo menos um  poema por dia. Com certeza a poesia nos salva da mediocridade.
 

3- Os jovens de um modo geral,não lêem boa poesia, não vêem bons filmes...que poetas ,livros e filmes você recomenda aos jovens? Eu me lembro que os primeiros livros que li foram as obras de Hermann Hess e peças de Nelson Rodrigues. 
*** O que não falta são bons livros, faltam escolas que entendam a supremacia a necessidade a `` utilidade publica `` que é ARTE . `` De Mandelstan para Stalin ``, é um grande livro !!!


4- Como foi fazer cinema , a convivência com o saudoso WALTER HUGO KHOURI, um diretor , no final dos anos 60? Sempre achei este diretor introspectivo, diferente dos rumos do cinema novo.
***Meu querido eu era uma menina que nem sonhava em fazer cinema ou atuar,mas fui assistir a uma filmagem me encantei e acabei fazendo um personagem, era uma estudante que ia entrevistar Paulo José, meu material era  claquete, giz e textos...assistente chegou e me perguntou : Você viu a Claquete? e eu  : Desculpe sou nova aqui e não conheço ninguém....um exemplo pra vc perceber o quanto fora da realidade estava.

5- Em determinada entrevista concedida você salienta que sua atuação mais difícil em cinema foi em CHEGA DE SAUDADE, porque talvez tivesse que enfrentar falas curtas e o poder arrebatador do silêncio, é isso?
*****Com toda certeza foi Chega de Saudade o trabalho mais difícil. Não digo uma única palavra no filme e um mundo para exprimir. Agradeço à direção de Lais  Bodansky e ao Walter Carvalho ter conseguido vencer as dificuldades.
 

6- Como você enxerga o Brasil atual, enquanto  cidadã? 
****** Enxergo, e sofro com profundo desapontamento e pesar.Enquanto a EDUCAÇÃO  não existir para todos e com qualidade, seremos pobres cidadãos.
 

7- Passados alguns anos, adquirimos uma certa releitura dos livros e músicas que conhecemos, em razões das vivências que tivemos. Quais os autores que estão sempre em sua cabeceira?
*******Os poetas, sempre os poetas !!!


abçs do fã
everi rudinei carrara/músico/poeta/editor do site  cultural telescopio.vze.com

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

LOU REED



A MORTE DE LOU REED BATENDO como um martelo...

   A notícia sobre a morte de LOU REED,bateu como um martelo sobre minha cabeça,ontem a noite. Incrível como algumas pessoas e alguns artistas estão profundamente ligados aos nossos sonhos, e momentos cruciais em nossas vidas. A primeira vez que ouvi em disco de LOU REED, foi em 1978, trata-se do belíssimo STREET HASSLE, repleto de pérolas pop como  DIRT/GIMME SOME GOOD TIMES,REALLY THE GOOD TIMES TOGETHER;WATI/e a faixa título, uma soberta suíte pop com mais de 11 minutos. em seguida, fui me busca de tudo que ele havia gravado com o lendário VELVET UNDERGROUND, final dos anos 60. Gostei de tudo! Procurei por outros discos de LOU, e coloquei entre meus favoritos obras como: LOU REED 1972/TRANSFORMER 1972/BERLIN 1973/CONEY ISLAND BABY 1976/THE BELLS 1979/THE BLUE MASK 1982/LEGENDARY HEARTS 1983/NEW YORK 1989/SET THE TWILIGHT REELING/THE RAVEN 2003 - Ou seja, tres década de rock e poesia. As letras de LOU REED refletiam o submundo dos grandes centros urbanos, algo que séculso atrás já havia despertado a poesia de BAUDELAIRE, POE, DELMORE SHWARTZ, RIMBAUD, BURROUGHS, GINSBERG, e outros poetas e artistas desta estirpe.
Engraçado, como a obra de LOU REED me tocou, e formou a trilha sonora de amores e desamores, fé e desespero de muitos amigos e inimigos. Eu me acostumei com sua voz, suficientemente pessoal e instransferível como acontece em BOB DYLAN  e NEIL YOUNG  para que amássemos  sua música, seu jeito de ser, pouco chegado aos estrelismos, muito comum entre alguns pseudo-artistas de nossa época. LOU REED nunca precisou de muito, bastava sua voz soturna como em " MAN OF GOOD FORTUNE", ou na clássica " WALK ON THE WILD SIDE", para nos mergulhar em minutos preciosos de poesia e canção pop. Díficil admitir como ele se foi, ainda meio esquecido pela turminha de hoje, mas essa nunca foi a dele, nem nunca precisou encher estádios ou vender milhares de discos - já era grande, uma artista sempre crescendo soberano em público, 
everi rudinei carrara: poeta,músico,editor do site telescopio.vze.com

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

PRÓSPERO ALBANESE


fonte:www.bandajoelhodeporco.com.br
PRÓSPERO ALBANESE
Ex-baterista, cantor, compositor, advogado e solteirão (ainda ostentando o seu bom humor), agora se apresenta em versão repaginada, com o seu slogan: “A Voz Joelho”.
Na década de sessenta, foi um dos fundadores da famigerada banda paulistana de rock, JOELHO DE PORCO, com a qual, junto com o seu amigo de infância, Tico Terpins, lançou, dentre outros discos, o icônico “SÃO PAULO – 1554/HOJE”.
Durante os últimos anos, ao lado do músico, produtor e compositor Guto Marialva, criaram um lote de canções autorais, que farão parte do primeiro CD-solo, “ESBAFORINDO ROCK´N ROLL (DENTRE FLATULÊNCIAS EXPLÍCITAS…)” que foi nacionalmente lançado neste ano, no palco do teatro do  Sesc Belenzinho de São Paulo.
Para a apresentação deste trabalho, PRÓSPERO ALBANESE montou uma nova banda e um novo show, em que orgulhosamente convida o espectador a uma viagem mágica, navegando também pelos grandes sucessos do JOELHO.
O SHOW
No espetáculo, Próspero e músicos, interpretarão alguns clássicos do início da carreira da lendária banda JOELHO DE PORCO, uma das mais anárquicas e expressivas bandas da década de 60 e outras atuais, que incorporam o seu primeiro trabalho como solista.
Músicas como, Se você vai de xaxado eu vou de rock and roll, (Tico Terpins e Próspero Albanese) (um detalhe curioso: a palavra “anticonstitucionalissimamente” foi considerada no início da década de 70, a mais extensa, colocada em uma letra), Boeing 723897 (Tico Terpins, Alan Terpins, Dudi Guper), Mardito Fiapo de Manga (Tico Terpins, Sergio Terpins e Charatz), México Lindo (Tico Terpins), Aeroporto de Congonhas (Tico Terpins), Meus vinte e seis anos (Walter Baillot e Tico Terpins) (ainda considerada um hino para os roqueiros) e São Paulo by day (Trombadinhas) (Tico Terpins); e as atuais: A Praça do Pôr do Sol – (Guto Marialva e WalPer), Fora da Lei – (Guto Marialva), Está Chegando o Apagão (ou Saqueando a cidade) (Tico Terpins & Zé Rodrix & Próspero Albanese & Guto Marialva & Gerard & Gerson Tatini), Rocker Rita – (Guto Marialva & Walper), dentre outras.
Serão, com certeza, momentos que reviverão o underground iconoclasta daquela época.
O Show será um espetáculo recheado de bom humor e de sensações sonoras.
Bom divertimento!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

AGENOR DE OLIVEIRA


                                              http://www.agenordeoliveira.com.br/

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

DOM GLAUCO







ANIVERSÁRIO DO DJ DON GLAUCO n'A OBRA 

As festas Coletivo e Balaio n'A Obra

Comemorando o aniversário dos DJs Don Glauco e Marcelimelda

* Djs: Don Glauco, Seu Muniz e Marcelimelda

* Músicas: 80s, 90s, Rock, Black Music e Rock Alternativo
* Data: Sexta - 11 Out às 22h
* Destino: A Obra Bar Dançante - Rua Rio Grande do Norte, 1168 - Savassi - BH

Duas festas com dois aniversariantes e três Djs numa grande noite. Imperdível !!!

Comemore seu aniversário conosco, também.
Info: 31 3261-9431 | 3215-8077


Curta nossas páginas: 
Don Glauco
DJ/VJ - Produtor de Eventos • Vídeos
(31) 8277-7474 Claro | 9133-0157 Tim


terça-feira, 1 de outubro de 2013

GRAM PARSONS



Gram Parsons - Six Days On The Road

Resgatou os velhos bambas do country e do honk tonky, como Buck Owens, Merle Haggard, Porter Wagoner e tantos outros para o tresloucado cenário hippie da Califórnia dos 60’s. Um bando de cabeludos chapados tocando esses sons não era nada comum e essa atitude visionária acabou definindo os padrões musicais da década de 70. Gram Parsons foi o precursor do country rock e alt-country, ou como definiria: Cosmic American Music. Começou com a banda The Shilos (1963), mas o country rock matador veio imergir com sua International Submarine Band e o LP Safe at Home. Nos Byrds, foi convidado por Roger McGuinn para substituir David Crosby e gravaram juntos o Sweetheart of the Rodeo, um super disco de country rock que deixaram os “fãs radicais psicodélicos” da banda meio embaralhados (eles que me desculpem, mas é um discaço! - divisor de águas da sonoridade dos Byrds). No final dos anos 60 ficou “amigão” dos Stones, principalmente de Keith Richards e sua influência é clara na música da banda em vários álbuns, inclusive no Sticky Fingers e Exile on Main Street. Em 69 formou com Chris Hillman o Flying Burrito Bros., mais uma erupção violenta na nata do som country rock. Nesse período com os Rolling Stones, sempre os acompanhando em seus “excessos”, inclusive nas loucuras extremas em Villa Nellcote, seus problemas com as drogas iam aumentandoa... Hillman lhe apresentou a linda Emmylou Harris, rolou um mútuo amor platônico, e a vocalista fez parte de sua nova banda: The Fallen Angels. Gravaram duetos de arrepiar como Love Hurts, We’ll Sweep Out the Ashes in The Morning e outras pérolas inimitáveis, com suas belas vozes sempre abraçando o som cortante de uma pedal steel. Morreu em 1973 de overdose de morfina e tequila aos 26 anos. ‘Parceiros até o fim’ - Segundo a revista inglesa Uncut, de outubro 2003, numa reportagem especial pelos 30 anos da morte de Gram Parsons: No funeral do guitarrista Clarence White, Parsons chamou Phil Kaufman (seu amigo, empresário e road manager) e pediu-lhe que quando morresse o queimasse no deserto (“Take me to the desert and burn me"). Phil Kaufmann, sequestrou o caixão de Parsons no Aeroporto de Los Angeles que estava aguardando para ser transferido para Louisiania e o levou para o deserto e cremou seu corpo. Quando a polícia descobriu os resíduos, Kaufman foi preso. Depois as cinzas foram enviadas para New Orleans, onde jazem num Garden of Memories, com a inscrição: "God's Own Singer: Gram Parsons".


01. Six Days On The Road
02. Break My Mind
03. Christine's Tune (Devil In Disguise)
04. Blue Eyes
05. We'll Sweep Out the Ashes In The Morning
06. Sing Me Back Home
07. I Still Miss Someone
08. Still Feeling Blue
09. Miller's Cave
10. Close Up The Honky-Tonks
11. My Uncle
12. Older Guys
13. Honky Tonk Women
14. Lazy Days
15. Bonny Marone
16. Strong Boy
17. California Cotton Fields
18. You're Still on My Mind
19. Dim Lights Thick Smoke And Loud Loud Music
20. Crazy Arms
21. Love Hurts
23. To Love Somebody
24. The Last Thing On My Mind
25. Wild Horses

CHRIS HILLMAN

aluisio antunes

Chris Hillman - Have You Seen Her Face

Junto com Gram Parsons, Chris Hillman foi uma figura chave no desenvolvimento do country-rock, definindo o gênero através dos Byrds (estava na formação original com Roger McGuinn, Gene Clark, David Crosby, e Michael Clarke), Flying Burrito Brothers e mais tarde o Desert Rose Band. Começou tocando bandolim em bandas de Bluegrass (The Scottsville Squirrel Barkers, The Hillmen), nos Byrds era baixista e fez vários vocais como emHave You Seen Her Face, uma entre várias composições de sua autoria. O disco ‘Sweetheart Of The Rodeo’ dos Byrds com Gram Parsons na banda foi fundamental para a criação do country-rock. Após deixarem os Byrds, Parsons e Hillman formaram o Flying Burrito Brothers e seguiram essa linha combinando a energia, instrumentação e atitude do rock’n’ roll com algumas questões e temas da música country, onde a pedal steel guitar de Sneaky Pete Kleinow rasgava canções como Christine's Tune eSix Days On The Road. Hillman teve muitas outras participações em discos e bandas ligados ao country e rock, como Souther-Hillman-Furay Band, Manassas de Stephen Stills e grandes álbuns solo, canções como It's Happening To You Don't e Let Your Sweet Love Die são de arrepiar. Uma das melhores versões deTomorrow Is a Long Time de Bob Dylan também é dele.
01. Time Between
02. Have You Seen Her Face
03. The Girl With No Name
04. Mr. Tambourine Man
05. Good Time Charlie's Got The Blues
06. Tomorrow Is a Long Time
07. Christine's Tune
08. Six Days On The Road
09. My Uncle
10. I Can't Keep You In Love With Me
11. High Fashion Queen
12. Close Up The Honky Tonks
13. Save The Last Dance For Me
14. Problems
15. Good Year
16. Eight Miles High
17. It's Happening To You
18. Don't Let Your Sweet Love Die
19. Bakersfield  Bound
20. True Love
21. Once More
22. Homeless
23. The Window Up Above
24. Heavenly Fire
25. Turn Turn Turn
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- Slippin' Away (1976) Asylum
- Clear Sailin' (1977) Asylum
- Morning Sky (1982) Sugar Hill
- Desert Rose (1984) Sugar Hill
- Like a Hurricane (1998) Sugar Hill
- The Other Side (2005) Sovereign Records

The Scottsville Squirrel Barkers
Bluegrass Favorites (1962) Crown Records 

The Hillmen
The Hillmen (1969) Together Records

The Byrds:
- Mr. Tambourine Man (1965) Columbia
- Turn! Turn! Turn! (1965) Columbia
- Fifth Dimension (1966) Columbia
- Younger Than Yesterday (1967) Columbia
- The Notorious Byrd Brothers (1968) Columbia
- Sweetheart of the Rodeo (1968) Columbia
- Byrds (1973) Asylum

The Flying Burrito Brothers:
- The Gilded Palace of Sin (1969) A&M
- Burrito Deluxe (1970) A&M
- The Flying Burrito Brothers (1971) A&M
- Last of the Red Hot Burritos (1972) A&M
- Close Up the Honky Tonks (1974) A&M
- Honky Tonk Heaven (1974) Ariola
- Sleepless Nights (1976) A&M
- Farther Along (1988) A&M
- Dim Lights, Thick Smoke, and Loud, Loud Music (1987) Edsel
- Out of the Blue (1996) A&M

Manassas:
- Manassas (1972) Atlantic
- Down the Road (1973) Atlantic
- Pieces (2009) Rhino

The Souther-Hillman-Furay Band:
- The Souther Hillman Furay Band (1974) Asylum
- Trouble in Paradise (1975) Asylum

McGuinn, Clark & Hillman:
- McGuinn, Clark & Hillman (1979) Capitol
- City (1980) Capitol
- Return Flight I (1992) Edsel
- Return Flight II (1993) Edsel
- Three Byrds Land in London (1997) Windsong
- The Capitol Collection (2007) Capitol
- McGuinn / Hillman (1981) Capitol

The Desert Rose Band:
- The Desert Rose Band (1987) Curb/MCA
- Running (1988) Curb/MCA
- Pages of Life (1990) Curb/MCA
- A Dozen Roses – Greatest Hits (1991) Curb/MCA
- True Love (1991) Curb/MCA
- Traditional (1992) Curb/MCA
- Life Goes On (1993) Curb
- Live At Nevada County Fairgrounds with Emmylou Harris (8-03-1986) Bootleg C

Chris Hillman & Herb Pedersen:
- Bakersfield Bound (1996) Sugar Hill
- Way Out West (2003) Back Porch Records
- At Edwards Barn (2010) Rounder Records

Larry Rice, Tony Rice, Chris Hillman & Herb Pedersen:
- Out of the Woodwork (1997) Rounder
- Rice, Rice, Hillman & Pedersen (1999) Rounder Records
- Running Wild (2001) Rounder Records

HEITOR SCALAMBRINI COSTA

Suape fora da lei
Heitor Scalambrini Costa
Coordenação do Fórum Suape e professor da UFPE

Para quem acompanha o modelo de desenvolvimento industrial predatório, adotado em Pernambuco, que tem na empresa que administra o Complexo Industrial Portuário de Suape seu símbolo maior, não se surpreendeu com a multa a ela aplicada pela Agência de Meio Ambiente – CPRH em razão do impacto ambiental que vem causando (JC 10/9), em particular com as obras de dragagem e derrocagem do porto pela empresa holandesa Van Oold.
São tantos os desmandos, o não cumprimento de leis, as injustiças praticadas pela empresa Suape ao longo dos últimos anos contra o meio ambiente e as populações locais, que não daria nestas parcas linhas descrevê-los.
O mais gritante desapego à lei são os anos e anos (mais de 10 anos) de descumprimento da aplicação das compensações ambientais impostas para que os desmatamentos dos mangues, restingas e mata atlântica ocorressem naquele território. Os inúmeros Termos de Ajustes de Conduta assinados com o Ministério Público foram sistematicamente desrespeitados pela empresa Suape. Em janeiro de 2012, a empresa publicou como matéria paga nos três jornais de grande circulação do Estado informe publicitário anunciando que o passivo ambiental daquela área tinha sido zerado. Até hoje, os moradores se perguntam onde foram realizadas as intervenções anunciadas com grande pompa? E o Ministério Público, que não se posicionou sobre o pedido de informação para que Suape apontasse em que locais teriam sido efetuadas aquelas intervenções?
Outra questão que indigna a todos os de boa vontade é a truculência com que é tratada a população local (pescadores, agricultores familiares, trabalhadores) que sistematicamente sofrem violências contra seus direitos mais elementares. É sempre bom relembrar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, passou a incorporar o direito à moradia adequada como um dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente como universais, e que lamentavelmente não é acatada por quem se diz proprietária da área, e que tem deveres em relação a seus moradores. Um exemplo a ser citado, que tem a ver com o direito a ir e vir, diz respeito aos moradores da Ilha de Tatuoca, que agora, para entrar e saír de onde vivem há décadas (mesmo antes da existência da empresa), receberam uma carteirinha de identificação da empresa Suape. Sem falar da verdadeira “milícia” (como chamam os moradores), que foi criada e é comandada pela Diretoria de Gestão Fundiária e Patrimônio da empresa, que infernizam e tornam a vida dos que ali moram insuportável.
O mais recente episódio é à matéria jornalística do JC de 12/9 último, dois dias após a mídia pernambucana e nacional divulgar a multa de 2,5 milhões de reais aplicada pela CPRH em razão das nocivas consequências ambientais provocadas pelas obras realizadas no Porto de Suape.
A reportagem “Posseiros de Suape são indenizados” dava conta de que 600 famílias oriundas de 5 engenhos, numa área de 670 ha, seriam indenizadas (valor médio de R$ 58 mil reais por família) com recursos repassados pela CPRH à empresa Suape. Dinheiro esse na realidade, recebido da Refinaria Abreu e Lima, e pago como parte da compensação ambiental. Além do escândalo no valor das indenizações (o ha em Suape vale hoje em torno de 500 mil reais), o mais grave, caso esta informação seja confirmada, é que recursos advindos de compensação ambiental são expressamente proibidos pela Lei Federal nº 9.985, de 18/07/2000, e pela Resolução nº 371, de 05/04/2006, do CONAMA, de serem usados para pagamento de indenizações. Então como Suape utilizará destes recursos nas indenizações?
É chegada a hora da sociedade pernambucana ter mais informações sobre o que esta acontecendo naquele território, e não somente receber “propaganda chapa branca” sobre geração de renda e de empregos. A “caixa preta” desta empresa pública tem que ser aberta, e a mídia têm um papel fundamental: o de informar os dois lados da questão.