sexta-feira, 27 de julho de 2012

ENTREVISTA COM IVONE VEBBER

autora do livro: DIARIO DE IVONE VEBBER,ed. Cósmica, sobre astrologia, numerologia, sonhos premonitórios, cultura racional,calendário Maia, profecia 2012,saúde,
Jesus Sananda, Osho, Saint Germain, Sai Baba,...
uma guria de caxias do sul/rs,que cultivou a admiração de diversos poetas,e artistas deste país,ao longo das últimas décadas, produzindo livros e jornal alternativo.




1- IVONE VEBBER, quando voce começou a escrever poemas,e a se interessar pelas artes plásticas?  ALI PELOS 20 ANOS ESCREVIA, MAS DESDE DE PEQUENA DESENHAVA , OS COLEGAS ME PEDIAM  PARA DESENHAR  NOS SEUS CADERNOS...


2- Como é viver em CAXIAS DO SUL/RS, em termos de amizade com poetas, a vida em geral?
 É RUIM, É POLUIDA , INSEGURA,COMO  TODAS GRANDES CIDADES....HA BONS POETAS ,ESCRITORES COMO :EUCAJUS,
UILI BERGAMIN, FERNANDO FASOLO...

3- Pretende sair ou morar fora do RIO GRANDE DO SUL?
TALVEZ UM DIA...

4- Sempre que posso divulgo textos e campanhas contra os rodeios (locais onde há péssima música ) e os maus tratos aos animais - como voce vê
este desprezo pelos animais ?
 
 É HORRIVÉL, O HOMEM AINDA É UM ANIMAL SEM CONSCIENCIA DO SOFRIMENTO ALHEIO, MAS AOS POUCOS VAMOS DESPERTANDO....


5- Durante a prática do tai chi chuan,percebi com os chineses que nos alimentamos muito mal, nossa cultura está impregnada por lanches e bebidas destrutivas - o que voce sugere para esta geração de adolescentes que apenas comem lixo ou fast foods?

BUSQUEM O NATURAL,  RESTAURANTES E SITES VEGANOS, A CARNE,LEITE,OVOS E REFINADOS EM GERAL É  CANCERIGENA ,COLEST ÉRICA, ACIDA, VIROTICA....
EM CAXIAS TEMOS RESTAURANTE TRIGAIS, TEM DE TUDO PIZZAS, PASTEIS, TORTAS DE CHOCALATE, MASSAS, LASANHAS, ESPETOS DE CARNE DE SOJA, ALMONDEGAS...DELICIOSAS....PODEMOS COMER DE TUDO ,SÓ MUDAR OS INGREDIENTES PARA NATURAL VEGETAL...SEJAMOS ESPERTOS...
A INDUSTRIA FARMACEUTICA LUCRA COM A MA ALIMENTAÇÃO....

6- Que poetas prediletos fazem parte para sempre  de sua cabeceira e que tipo de músicas e bandas voce gosta?
LEILA MÍCCOLIS, FERNANDO PESSOA, ...
GOSTO DE MUSICAS DOS ANOS 80,90: HUMAN LEAGUE, MODERN TALKING, LEGIÁO URBANA,KID ABELHA NEW ORDER, SIMPLE MINDS,....AGORA  TA RUIM, COM  FUNK,METAL PESADO, SERTANEJO, GAUCHO,PAGODE POR TODO LUGAR....BAIXA VIBRAÇÃO.


7- Existem seres extraterrestres, onde estão, e o que voce faria ou diria  se estivesse em contato com eles?
EXISTE, NOS SOMOS  DE OUTROS PLANETAS OU PLANOS , MAS ESQUECEMOS,A TERRA É UMA  PRISÃO, UMA CLINICA PARA LOUCOS DESEQUILIBRADOS....SE ENCONTRASSE UM EXTRA  , AGRADECERIA POR ESTAR NOS AJUDANDO NESSA FASE DE TRANSIÇÃO PRA  QUARTA E QUINTA DIMENSÃO


8- Por que voce gosta dos livros da Cultura Racional?
o que voce nos diz sobre os mestres OSHO E SAI BABA?
 
A CULTURA RACIONAL EXPLICA TUDO, NOSSA ORIGEM, QUE NÃO É O BIG BANG, A ORIGEM DO SOL, LUA, ESTRELAS E TUDO MAIS, NOS DÁ EQUILÍBRIO, SAUDE E SOSSEGO, APENAS  LENDO OS LIVROS  UNIVERSO EM DESENCANTO, NO FUTURO, O PRESIDENTE  QUE SERA DA CULTURA RACIONAL, DOARA LIVROS ,A SSIM COMO É DOADO LIVROS DIDÁTICOS INUTEIS A ESTUDANTES E POVO EM GERAL, A PROCURA SERÁ GRANDE...
   SAI BABA  É UM ILUMINADO.
   OSHO É QUASE, POIS  SEGUNDO INFORMES, ESTÁ PRESO AINDA NA TERCEIRA          DIMENSÃO.... 
 

9- Voce namoraria com um homem que fosse ateu,de bom coração,digno, e que ainda   te amasse?

SE HOUVER AFINIDADES E NÃO HAVER SEXO,  SIM,
MAS DUVIDO QUE ENCONTRE....

10- O que é o envelhecimento pra ti ?
É  COZINHAMENTO DAS CÉLULAS PELOS ÁCIDOS:
CARNES, OVOS, LEITE, FLUOR, AGROTÓXICOS, CLORO, COMBUSTIVEIS, INDUSTRIALIZADOS,ETC....
PARA REJUVENESCER DEVEMOS ADOTAR DIETA  NATURAL-VEGETAL...MEDITAR, TAI CHI CHUAR,....HARMONIZAR-SE COM TUDO


abçs do amigo e fã

everi rudinei carrara
   OBRIGADO EVERI
   DIVULGAREI SEU TRABALHO NO ALMANAQUE  CULTURAL

quinta-feira, 26 de julho de 2012

NEIL FERREIRA

“As amargas não...”
Neil doce como fel Ferreira
Afanei o título desta coluna do livro de memórias de Alvaro Moreyra, que conta logo na capa o que pretende ser. “As amargas não...” são lembranças de momentos inesquecíveis, mas não os  que machucam e doem.  São recordações de uma vida bem vivida, contadas com a suavidade de um bate-papo  entre amigos.
“Sempre se tem vinte anos, num canto do coração”, aprende-se com a leitura, mesmo quem já multiplicou esses vinte por três ou quatro. Tenha seus vinte anos hoje, grude na tv, veja de olhos arregalados a abertura dos Jogos Olímpicos e guarde para sempre na memória o maior espetáculo da Terra. As amargas não.
Pedra no rim é lembrança amarga, boa para lembrar se você estiver numa reunião com amigos hipocondríacos, o que não é impossível. Tenho  amigos hipondríacos que dariam para lotar um estádio de futebol de médio porte, tipo o do Barueri, segunda casa do São Paulo FC, que em Barueri  ganha mais do que no Morumbi. As amargas não.
Um deles prescreve suas mezinhas com a ordem: “Você ‘me tome’ duas doses todas as noites, antes de dormir”. A turma “me tomava” obediente e no dia seguinte aparecia de ressaca.
Cada dose receitada continha uma generosa dose dupla de Jake Daniel´s, comprovado elixir da longa vida, bebida sagrada de Frank  Sinatra, que viveu mais de 80 anos invejáveis, cercado de boa comida de cama e mesa.  Nem falo do bebum de respeito que foi Hemingway, que ficou de saco cheio e pediu demissão do seu cargo aqui na Terra. As amargas  não.
É como o floral que o nosso cão Chicão toma e que contém 30% de brandy, receitado pelo veterinário Vegan, dr.  S*, da maior confiança.
Bebendo o floral em gotas porém sem moderação, Chicão viciou, virou alcoólatra, late com seu vozeirão para os jacarés fictícios  que vê na parede, fantasmagorias produzidas pelo DT (Delirium Tremens), exigindo o trago de boa noite.   
Buscamos  agora um A.A. (Alcoólatras Anônimos)  para cães,  para ver se ele dá pelo menos uns 3 passos, dos 12 exigidos pelo tratatamento. Eu não passei dos 4. As amargas não.
Rose Kennedy, matriarca do clã Kennedy, que aos 90 anos ainda nadava nas águas geladas de Martha´s  Vineyard, depois de ter um filho morto na II Guerra Mundial, outros dois assassinados, uma filha lobotomizada e um outro, de porre, metido num desastre em que sua acompanhante morreu e ele fugiu sem socorrê-la, deixou-nos a autobiografia “Times to Remember”, cujo foco é: “A memória é seletiva, guarda apenas as lembranças  boas”. As amargas não.
Aos 69 anos, esqueço o ontem e o tresantontem, para mergulhar no sintoma mais grave da velhice – aquele do “no meu tempo era melhor”. Melhor ? Não tinha nem celular, filhote da privataria de FHC, que se multiplica com a velocidade dos gremlins.
Tinha ditadura, tortura, censura, terrorismo, repressão, Oban, “Tutóia Hilton”, guerrilha, mas repito com convicção – as amargas não. Tinha “Diretas Já”, Covas, Montoro, Richa, FHC, doutor Ulysses; Pelé, Tostão e Gerson Canhotinha, trio de ouro do Tri de 70;  tinha a divina Seleção de 82, doTelê.  Tinha numa gaveta da memória o álbum de Figurinhas Futebol, a página do São Paulo FC completinha, com a carimbada e tudo. As amargas não.
Esqueço o “país dos mais de 80%”;  os mensaleiros e sua quase certa absolvição; a classe política, toda ela suspeita de corrupção; Renan Avacalheiros na bica de sentar na cadeira cativa do Sarney;  a mentira deslavada transformada em verdade; o pobre que virou Crasse Mérdia sem sair da mérdia; o SUS, “uma das melhores saúdes do mundo”; o Estado tomado de assalto; a cumpanherada sindicalista por cima da carne sêca; a Petrobrás cada vez mais afundada, na fundura mais funda do que o Pré-Sal.
A imundície e a feiura que são os garranchos pichados nas paredes, a arte e cultura do lulopetismo.  “-- É a voz dos sem voz”, elogia-os a Relaxa e Goza, sem jamais  oferecer seu muro granfino-belezura, para que pichem livremente suas “vozes” roucas da ignorância no pudê.  
As pichações “do meu tempo” (rsrsrs) eram obras da inteligência, como a de 68 em Paris, “Interdit d´interdire”, ou de humor, como  as de São Paulo nos anos 70, “Morte aos dentistas”, “Fora terráqueos”, “Celacanto provoca maremoto”. As amargas não.
Lembro Nara, Vinícius, Carlos Lyra, Chico, Caetano, Gil, Tom, Vandré, Mutantes, Caymmi,”Deus e o Diabo...”, “O Pagador de Promessas”, “Assalto ao Trem Pagador” “Rio 40 Gráus”, “O Rei do Rio”. Esqueço Rita Lee de propósito e com a maior facilidade. As amargas não.
O futuro precisará despejar da memória Lula, que foi contra a Anistia e o Plano Real; Maluf, Carminha , o Outdoor Ambulante Neymar Cai-Cai e o “Ai se eu te pego”; reconhecer os dois mandatos de FHC como marcos da nossa História; e respeitosamente mandar dona Ana Arrais tomar no TCU.  As amargas não.
Desculpe a grossura do neo-palavrão (“tomar no TCU”); nossa lingua brasileira  é gorda de siglas suspeitas: TCU, STF, SUS, PAC, PT, PMDB, PC do B; não é impróprio usá-las, respeitando-se  seu real significado.
PS 1: Meu palpite no bolão: 8 x 3 para o Mensalão.
PS 2: Transar não pode, corrupa pode.
“O poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. (Fernando Pessoa).
tela:magritte

quarta-feira, 25 de julho de 2012

DECIFRANDO JORGE AMADO

 segue nota sobre evento na Biblioteca de Botafogo - Rio.

Decifrando Jorge Amado
    Com o tema “Jorge Amado: intérprete do Brasil”, a Biblioteca Popular de Botafogo promove uma série de três encontros para tratar da obra do escritor baiano. A escritora e antropóloga Lilia Schwarcz debate “O lugar de Jorge Amado na história da cultura brasileira”. O sociólogo e escritor Muniz Sodré fala sobre o tema “Religião, religiosidade, sincretismo e candomblé” na obra do escritor. Já o crítico de cinema José Carlos Avellar vai debater com o público “Cinema, TV e Literatura em Jorge Amado”. 
     Os encontros, que fazem parte das comemorações pelo centenário do autor, acontecem sempre às 19h30, nos dias 1º, 6 e 15 de agosto, respectivamente. A Biblioteca Popular de Botafogo fica na Rua Farani, 53, tel: 3235 – 3799. www.pensamentoearte.com.br
enviado por juliana prado/RJ

ALAOR TRISTANTE


ENCLAUSURADOS




















Se tudo estivesse ali por um triz
nossos corpos suspensos entre linhas
quem sabe haveria algum sentido
para aceitar as imagens dos olhos.


Se não fossem as distorções das águas
passadas sobre cérebros de fatos
o amor seria mais do que o instinto
beijando a lona social dos pactos.


Mas o tempo sem risco dos momentos
fez da estrada segura o destino
das emoções mofadas que respiro.


Se a felicidade fosse a vitória
por que não deixo de ser o que sou
para ser o que nunca saberei
                                              o que fui...


alaorpoeta


terça-feira, 24 de julho de 2012

OLIVALDO JÚNIOR

Trovas

Tema: escritor

A palavra que se forma
no caderno do escritor
é mensagem de reforma
no formão do trovador.

Escritor é quem se atreve
a contar o que aprendeu,
aprendendo que ele escreve
para honrar o que viveu.

Na memória do escritor,
sempre existe alguma norma,
mas a norma pelo amor
sé existe em quem transforma.

15h39min

Olivaldo Júnior
Moji Guaçu, SP, vinte e quatro de julho de 2012.

3 PERGUNTAS PARA A ATRIZ SONIA LIMA




Nossa entrevistada é a atriz SONIA LIMA, estrela da minissérie da TV RECORD " REI DAVÍ", encerrada há pouco tempo atrás,com enorme sucesso. Sonia Lima foi jurada  de tv no programa SILVIO SANTOS durante muitos anos, foi apresentadora, tendo começado sua carreira na saudosa TV TUPI. Sempre a divulgamos em nosso site site cultural telescopio, para que os novos fãs possam saber de seu trabalho e divulgar seu talento e beleza para as novas gerações.


1- SONIA LIMA, algumas pessoas mais antigas se recordam de voce como jurada de tv nos anos em que SILVIO SANTOS promovia shows de calouros,e dizem manter uma imagem sua como "uma jurada arrogante" naquela época - mas consta que voce é uma mulher que zela pela sua família,cuida dos afazeres domésticos, e tem um vínculo de amor e afeto dedicados ao marido,ao filho, que a diferencia de qualquer imagem de mulher ou atriz arrogante, distante dos deveres do lar, esnobe, intocável, não é? Como é a SONIA LIMA como dona de casa?

 
Resposta: Sou uma mulher típica brasileira, que cuida e zela pelo bem estar da Familia, eu adoro ir ao hortifruti escolher as frutas e verduras, cuidar do jardim, montar cardApio, no mercado selecionar o que cada um gosta. Gosto de fartura e dispensa cheia. Minha Familia minha prioridade!
Qto a imagem que as pessoas tem ou tiveram a meu respeito, não posso fazer nada, sei quem e como sou, e as pessoas que convivem comigo sabem que estou longe de ser arrogante.
Mais talvez por ser muito autentica e verdadeira as pessoas devem ter formado essa imagem. O artista esta na arena vai sempre ouvir coisas boas ou ruins, cabe filtrar e respeitar a opinião de cada um. Ninguém é perfeito.

2- Quais os atores e atrizes (brasileiros e estrangeiros)  que a influenciaram no início de carreira ,até os dias de hoje?


Resposta: vou estar mentindo, se me influenciava em alguém, sempre tive uma agenda muito cheia, e praticamente sem tempo de assistir a TV, não tinhamos a quantidade de informações que temos hj. Para falar a verdade sempre gostei do trabalho de algumas pessoas mais não a ponto de me influenciar. Sempre tive uma personalidade muito forte.


3- E sua atuação em teatro, como é para voce atuar em teatro, este universo especial, esta espécie de "ópera " que contém a poesia,a música, a dança, o improviso, a relação direta com o inconsciente coletivo,vivaz, que pode agir sobre a energia espiritual das pessoas?

Resposta: teatro para mim é magico, adoraria poder sobreviver dele. Toda a entrega é valida, sentir e trocar a energia com o publico é, magico

AUTORAMAS










A música crocante do Autoramas

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Fruto de um inovador esquema de colaboração baseado no “crowdfunding’”, que contou com a participação de 149 parceiros que ajudaram a financiar o projeto em troca de benefícios diversos oferecidos proporcionalmente à contribuição, o Autoramas disponibilizou no finzinho de outubro seu sexto trabalho, “Música Crocante”, que marca a primeira participação da baixista Flávia Couri tocando em um álbum de estúdio. Flávia é a terceira mulher a frente do baixo no grupo formado em 1997 por Bacalhau (ex-Planet Hemp ) e Gabriel Thomas, veterano do rock de Brasília e fundador do Little Quail and the Mad Birds. A produção ficou por conta de Gabriel “Bil” Zander, (vocalista e guitarrista da banda carioca Zander).
Se há algo com o qual a máquina dos Autoramas sempre se deu muito bem foi com a estrada. Não bastassem as diversas excursões feitas pela Europa e Ásia, este ano o trio ainda participou de uma série de shows pela América Latina, onde testaram na raça algumas das novas faixas que entraram no novo álbum. Quem conferiu os shows recentes pode presenciar um Autoramas bem entrosado ao vivo, uma verdadeira máquina pesada dos palcos, coesa como nunca. Quem os vê atualmente até se esquece da banda imatura, mas com potencial, que excursionou por festivais independentes Brasil a fora lá pelos idos de 1999/2000. Diferentemente dessa época, na qual canções como “Carinha Triste” e “Fale Mal de Mim” pareciam mera trilha sonora para séries adolescentes, o Autoramas surge amadurecido em 2011, mas continua esbanjando energia sem envelhecer, quase como personagens recém-saídos de uma viagem pelo tempo.
Viagem no tempo mesmo. Foram quatro anos desde o último álbum de músicas inéditas (o competente e eclético “Teletransporte”, de 2007) um dos mais longos intervalos entre álbuns de estúdio do grupo. Nesse tempo, em 2009, a banda ainda aprontou um MTV desplugado, cruzamento entre os formatos ao vivo e acústico, que além de trabalhar algumas novas composições serviu também para vestir velhas conhecidas do repertório em uma roupagem mais suave e até “western”. No geral o trabalho agradou, mas teve algumas ressalvas, especialmente, de fãs mais adeptos da pegada rockeira do trio.
“Música Crocante” mantém a base conhecida do som do Autoramas, criativa e multifacetada como sempre, mas com alguns vértices apontando para novas direções, o que, no mínimo, incita curiosidade na primeira audição. Estão presentes a sonoridade repleta de efeitos, e as referências que vão, desde a Jovem Guarda até pérolas da New Wave. Entram o peso extra nas guitarras, destaque na dançante “Tudo Bem” e na balada “Superficial” (cantada pela baixista Flávia), e até inusitadas presepadas latinas.
São muitos os pontos altos do álbum. A dançante “Verdugo”, cantada em espanhol, começa com uma típica guitarra dissonante acompanhada do baixo distorcido pulsando forte, marcas já clássicas da banda. Uma canção prima de “O Bom Veneno” e “Multiball”, ambas do elogiadíssimo “Nada Pode Parar os Autoramas”, de 2003. Há diversas faixas com bom potencial ao vivo, como “Máquina”, faixa carregada de guitarras com ecos de Devo e embalada num clima de trilha sonora de algum filme obscuro de psicodelia surf dos anos 60.
Um som robótico digno dos efeitos sonoros de Atari introduz a claustrofóbica “Abstrai”, candidata a melhor do álbum: “Então desencana, não generaliza, não vai deixar isso te abalar” canta Gabriel na quinta faixa do álbum, metalinguagem total já que o verso aparece justamente na canção do álbum que mais mistura sonoridades e efeitos, se destacando no conjunto todo. “Lugar errado” é um típico rock com a bateria de Bacalhau à frente abrindo alas e conduzindo a canção toda cadenciada rumo ao lugar certo (com o perdão do trocadilho).
A ensolarada “Domina” (gêmea de “Hotel Cervantes” do álbum anterior) surge conduzida em um clima típico de Surfaris e calcada em uma letra que retrata a dominação exercida pela menina amada. Cozinha responsa e guitarra meio agreste/latina marcam presença no segundo capítulo da instrumental “Guitarrada” (o capítulo anterior está no álbum “Teletransporte”). Chegando ao fim, “Sem privilégios”, com vocais em harmonia e clima meio Pixies, é a versão do Autoramas para a música gravada originalmente pela banda catarinense Liss. Há tempo ainda para a instrumental “Luana López”, guiada por guitarras e violões com inusitadas pitadas ao estilo Mariachi. De quebra, duas faixa bônus: num clima total “Rock Lobster”, a música “Billy Hates Sayonara” (homenagem ao amigo Billy, da banda japonesa Guitar Wolf) e uma versão pós-punk para “Blue Monday”, clássico do New Order.
O Autoramas acerta mais uma vez com um trabalho competente que deve agradar os apreciadores dos trabalhos antigos - e até angariar novos ouvintes. Em meio as crises de um mercado cada vez mais instável, depois de tantos anos de estrada, a banda segue firme com “Música Crocante” despontando em uma fase mais confortável do que nunca. Se o tal do “crowdfunding” ainda é um processo novo no Brasil, promete ser uma opção cada vez mais válida (e até necessária) para aqueles artistas que, já desfrutando de um público ouvinte, necessitam ainda buscar recursos para continuar criando e se inserindo em meio a um cenário cada vez mais concorrido.
 http://screamyell.com.br/site/2011/11/12/a-musica-crocante-do-autoramas/

LAU SIQUEIRA

qualquer riso

a vida é um estreito
largo abismo onde pálida
a nua cheia caminha
entre as nuvens

cozendo espelhos no acaso

remando com dedos
lacerados

a vida é um junco estúpido
- cortiça boiando num
banhado de fundo azul em
greda flácida
retido no encantamento
das garças sobre a correnteza

respiro como os peixes
num rio sempre corrente

(poema vermelho – lau siqueira)
http://www.poesia-sim-poesia.blogspot.com.br/http://www.poesia-sim-poesia.blogspot.com.br/

segunda-feira, 23 de julho de 2012

EFIGÊNIA COUTINHO








Quatro estações
Efigênia Coutinho
 
Os meus sonhos viajam pelas nuvens
Vai na leveza acariciando horizontes
Alcançando a quietude dos montes
Acompanhando a jornada dos ventos
Entre o sol e a chuva na bagagem
Vivem entre as quatro estações
Sendo todas elas infinitamente belas
Tem a doçura das flores na primavera
O vozeio dos pássaros no verão
No outono nos preparamos para colheita
Para no inverno nos aquecemos na lareira
Deixando tudo tatuado com ternura
No verdor de planíce distante...
Dentro do meu pequeno coração!
Então, venha se aquecer comigo,
Deixa sua pele de cor jambo
Roçar entre a minha cor de neve.
Aqueça meu coração com sua chama.
Perfazendo as quatro estações com Amor!
 
Balneário Camboriú
Abril/2012
 

 


PEDRO DU BOIS

RUDIMENTOS

O corpo tosco, ideológico, a bebida
barata do bar da esquina, o olhar
inerte sobre a toalha: a lembrança
é mortalha viva do intelecto e o longo
caminho percorrido no alongar o físico;
o contato contamina o todo destinado
e aos ouvidos se rebelam sons inaudíveis;
repete o gesto com que bebe o líquido,
repete as vezes despretensiosas da saudade;
reafirma ao homem da outra mesa a incerteza
da sobrevivência: ideológico, destila o humor
esbranquiçado da verdade: o homem ao lado
faz de conta que não é com ele e bebe
aos santos de todos os sábados.

(Pedro Du Bois, Rudimentos 1, inédito)
TELA: ticiano

CARTA

AULINHA GRATUITA
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para separar os países desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos a nível nacional. A cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. Entre 182 países avaliados o Brasil ocupa a 84ª posição, atrás de países como Chile (44ª), Argentina (45ª), Barbados (47ª), Uruguai (48ª), Bahamas (53ª) e Trinidad e Tobago (62ª), só para citar alguns exemplos. Como se pode ver existe uma correlação entre PIB e o que está sendo desenvolvido em termos educacionais (qualidade de investimento nas futuras gerações). Essa aulinha gratuita pode ser aproveitada para se aprender que falar bobagem pode comprometer a imagem de um governante diante de outros chefes de Estado.
Nei Silveira de Almeida
Belo Horizonte

LUIZ ROSEMBERG FILHO E SINDOVAL AGUIAR

          ERA LULA OU FABRICANDO O PRODUTO 

               Para os eternamente Jovens EVERI CARRARA e Elis Galvão

Política, democracia e espetáculo. Tríade que completa os mecanismos dos meios de produção. E ninguém está fora. Somos todos partes deste universo que não consegue fechar a sua hegemonia. Pela renitência, a visão crítica e alguma loucura. E os exemplos são infinitos. De filósofos, escritores, jornalistas, artistas e cientistas. Fiquemos com exemplo de Cristo. O que dizem ter superado a si mesmo, com a sua mitologia. Digamos, o exemplo maior que os governantes esquecem. E, quando qualquer referência, vem só para mistificar. Amenizando o espetáculo. 
        Ernest Bloch diz que o amanhã vive no hoje. Então, poderíamos dizer que o hoje, com a eleição/reeleição de Lula, estaríamos vivendo o ontem? Mais precisamente, o seu primeiro mandato? Muito provável! Triste sina, triste fim de um povo que virou produto antes de encontrar o seu país. Quais seriam então, as razões deste hoje e de sua mitologia, de tempo nunca entendida, na busca de uma melhor humanidade? A resposta poderia ter sido fácil, rápida e ambígua como tem sido tudo que temos tentado questionar, ficando no desentendimento para um melhor entendimento! Um sentido duplo do dito pelo não dito. E, insistindo muito, nada mais do que isto. Com toda arqueologia se tornando arcaica para a volúpia do que está entronizado e não é possível mudar. Um ideal muito abaixo da nossa esperança.
        Teria sido conveniente não se aderir com tanta pressa à qualquer manifestação de totalidade. Mesmo se vivida como um arquétipo, uma manifestação da beleza. E tão necessária como a manifestação da esperança. Significação da utopia. A de que alguma coisa teria que valer a pena! O país não estaria passando por este encanto? Um país de sortilégios. Dentro e fora. De duas histórias: a de que não possuía. E a da que estavam produzindo para ele. E como é belo e perigoso que tenha sido e seja assim. O ontem, o hoje e o amanhã. Nossas manifestações coletivas vão se tornando um rito sem história, sem folclore e sem mitologia. Sem o arquétipo a que podemos recorrer em momentos raros, de construção e de necessidades.
        Como no final de um processo de disputas, confrontos e manifestações como o das eleições. Felizmente, entre nós, sem história e sem memória, ser arquétipo de país, os princípios de uma natureza imprescindível tem se sustentado, corajosa e solitária, na manutenção do mais elementar de todos os arquétipos: o da liberdade de expressão. O da movimentação da mídia. O de um pacote quântico em fuga das inutilidades de um universo que tem se estruturado no processo de barbárie, difícil de escapar. Pela hegemonia, necessidades e construção. As referências agora, não serão mais as do período FHC, como dizia Lula. Serão as suas, as que disse construir, a que ele induz ser a Era Lula.
        Não vamos falar do princípio de Bloch, o do amanhã, no hoje. O do período Lula, ou mesmo de FHC. O de um presente sem memória. O do pagamento de mais de 1 trilhão de juros em seis anos, custeando a dívida pública. Os dados da auditoria fiscal do sindicato de São Paulo, em que os auditores da Receita Federal pareciam estar discorrendo sobre um filme de ficção científica. Com a ficção que sobrava para o país, nos mantendo no ar, como o encantamento e decepções, dos períodos eleitorais. Um arquétipo da tragédia. Ora, como o amanhã de Lula poderia ser diferente do hoje, se a política, a democracia e o espetáculo, continuam os mesmos que fabricam o produto? Os presidentes e os eleitores. Os que sabem e os que não sabem votar, produtos de uma mesma fornalha.
        Neste momento de euforia, congraçamento ou decepções, um instante de transparente lucidez, deveria ser referenciado e reverenciado em nome da mídia. Amestrada ou não. Crítica ou não. Um momento simbólico de extrema grandeza, uma das últimas homenagens na defesa do humanismo. O que parece se acomodar e se intimidar diante da prepotência da tríade a que fazem parte: política, democracia e ela mesma: a mídia. Ela tem sido o que sobra como referência de qualquer circunstância ou regime. Ditatorial ou de subjetiva e amestrada liberdade! O de uma mitologia e que ainda não se acomodou à terrível fusão da tríade, submissa também, a fábrica de todos os produtos. E de sentido desumano. Uma democracia de produtos do capital enloquecido. A “ética” de um “novo” governo saindo da fôrma!


          Luiz Rosemberg Filho e  Sindoval Aguiar
                                       RJ, 2012
     

sexta-feira, 20 de julho de 2012

JOVINO SANTOS NETO

Apresentações no Brasil em agosto.


O pianista, flautista e compositor Jovino Santos Neto vai se apresentar no Brasil na primeira semana de agosto. O músico, que fez parte do legendário Grupo de Hermeto Pascoal durante 15 anos agora vive em Seattle, nos Estados Unidos, onde leciona piano e composição no conceituado Cornish College of the Arts. Com vários CDs lançados e 3 indicações ao Grammy Latino, Jovino leva a música instrumental de primeira qualidade a todo o mundo em suas apresentações, que vão desde recitais de piano solo a concertos com trios, quartetos, big bands e orquestras sinfônicas. Suas composições unem a riqueza dos ritmos brasileiros como o samba, baião, marcha, maracatu, executados com uma técnica impecável a uma concepção harmônica arrojada moderna, oriunda da famosa Escola do Jabour, onde Jovino e seus companheiros ensaiavam 30 horas por semana na casa de Hermeto.
No Rio de Janeiro, Jovino vai tocar na sexta-feira, dia 3 de agosto a partir das 21h30 no TribOz, na Lapa (Rua Conde de Lages, 19 – Tel: 22100366, http://www.triboz-rio.com ) acompanhado por Ricardo Sá Reston no baixo e Ajurinã Zwarg na bateria. No repertório, temas de seus vários CDs bem como novas composições com muito improviso e criatividade coletiva.
Em Recife, Jovino vai se apresentar no Conservatório Pernambucano de Música (Av. João de Barros, 594 – Santo Amaro – Recife-PE - Tel: 3183-3400) num recital de piano solo na quarta-feira 8 de agosto às 19h, com entrada franca. Além disso, ele dá uma palestra sobre o processo de pesquisa, composição e criação do seu CD Alma do Nordeste de 2008 no mesmo local dia 6 de agosto às 19h30.
Para fotos, pedidos de entrevistase maiores informações, favor entrar em contato diretamente com Jovino Santos Neto pelo email jovinosantosneto@gmail.com  , pelo seu site www.jovisan.net ou através das redes sociais:
Obrigado por divulgar a música criativa de qualidade!
Jovino
Jovino Santos Neto



 

ANA COSTA




===================================================================== Zambo Produções=
Rua Álvaro Alvim, 48 sl 308 – Centro - R J - CEP 20031-010
Tel.: 55 21 2520-6643 / E-mail: bianca@zambo.com.br
Sinopse do show
Como diria o finado Mestre Marçal na sua curiosa forma de expressão, a cantora, compositora e violonista Ana Costa vem “provando o mingau pela beirada do prato”, conduzindo a carreira consciente do próprio valor e das próprias possibilidades de êxito. Ana Costa já mostrou “seu carnaval” e já mirou “novos alvos”, e agora ela afirma que “o hoje é o seu melhor lugar”. No show de lançamento do CD Hoje é o melhor lugar, que acontecerá no Teatro Rival Petrobras no próximo dia 24, a cantora mostrará algumas músicas do repertório do novo álbum – lançado pela gravadora Biscoito Fino - e também sucessos dos CDs anteriores como Coisas simples (Cláudio Jorge/Elton Medeiros), Batendo Perna (Ana Costa/Jorge Agrião), Não importa mais o dia (Ana Costa/Bianca Calcagni/Jorge Agrião), Brasileiro da gema (Tuninho Galante/Marceu Vieira) e Supremo e divinal (Arlindo Cruz/Almir Guineto/Fred Camacho).
Breve release
Ana Costa, consolidou sua carreira solo em 2006 com o lançamento do CD Meu Carnaval (Zambo). O ano rendeu bons frutos à artista, que foi eleita Revelação no 5º Prêmio Rival Petrobras de Música e foi considerada “um dos talentos de 2006”, por Antonio Carlos Miguel (O Globo). Construindo uma trajetória de sucesso, a artista vem acumulando trabalhos de destaque em sua carreira, desde então como a participação como cantora da música-tema “Viva Essa Energia” dos jogos Pan-americanos 2007, junto com Arnaldo Antunes, e a indicação como melhor cantora de samba na 5ª edição do Prêmio TIM de Música (atual prêmio da música).
Ana Costa lançou seu segundo CD em 2009 (Biscoito Fino) intitulado Novos Alvos, e emplacou a música “Almas Gêmeas” na novela Tempos Modernos da Rede Globo. Com este CD a cantora realizou shows em países da Europa e da África e pode se apresentar pela primeira vez em cidades como Salvador, Recife e DF. Em 20120, participou do programa Criança Esperança cantando ao lado de Alcione e Emílio Santiago e do programa Som Brasil onde homenageou Toquinho.
Em 2011, Ana Costa gravou no CD Disney Adventures in Samba ao lado de nomes consagrados do samba, além do CD de seu padrinho musical Martinho Vila, em homenagem aos 100 anos de Noel Rosa. Já fez três turnês pelo Brasil e pelo exterior passando pelos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Bahia e Distrito Federal e pelos países da Argélia, Moçambique, Portugal e Argentina.
Ficha Técnica do Show
Participação Especial – Moyseis Marques
Direção Artística – Bianca Calcagni
Direção Musical – Julio Florindo
Figurino – Ateliê Cortiço e Metally

quinta-feira, 19 de julho de 2012

FERNANDA TAKAI









Está rodando na fábrica o meu novo projeto em parceria com Andy Summers. O disco sai ainda este mês pela Deckdisc e será lançado também em outros países do mundo. Teremos 11 canções inéditas: 5 em português e 6 em inglês. Dia 27 de abril reuni algumas pessoas queridas para a primeira audição em São Paulo. É difícil sair todo mundo bem numa foto assim, mas é do tipo histórica…
Foto: Mercedes Tristão

Esquerda pra direita: Lô Politi, João Augusto, Washington Olivetto, André Midani, Patricia Olivetto, Gilda Midani, eu, Ronaldo Fraga, Andy Summers, Jarbas Agnelli, John Ulhoa, Patricia Tavares, Patricia Palumbo, Rafael Ramos, Roberto Menescal, Zelia Duncan, Iramaya, Nasrin & Claudio Battaglia. Não estavam aqui, mas em pensamento Nelson Motta e Alex Atala.
Foi um almoço bem slow food, na verdade um banquete persa, com vinhos harmonizados por Rodrigo Fonseca do restaurante Taste Vin, de Belo Horizonte. Nasrin Haddad Battaglia, nossa cadbanou iraniana, deixou todos muito bem impressionados. A música quase foi um detalhe…
Não podia deixar de mencionar que recentemente tive a alegria de cantar pela primeira vez com Gilberto Gil. Ele é uma pessoa tão especial que todos ao seu redor ficam emocionados com tamanha atenção, dedicação e talento.FONTE;blog da fernanda

DARMA LÓVERS & FLU

Darma Lóvers & Flu celebram juntos com show em Porto Alegre


Sexta feira, dia 20 de Julho 22 horas > R$15,00 > Os the Darma Lóvers encontram Flu e os Parceiros no palco do Carlitus Bar (Av.Getúlio Vargas 94)  para celebrar com muita música os 50 anos de vida, criatividade e alegria de Flávio Flu Santos.

Passando a limpo seu repertório clássico Os the Darma Lóvers vão ainda trazer algumas belas e celebrativas canções de seu novo álbum “Espaço!”
Flu agora radicado em São Paulo vem acompanhados d´Os parceiros às vésperas de lançar o CD “Rocks” pelo selo Y&B.


EEE dia 25 de Julho > quarta feira 20:00 hrs / Nenung & Projeto Dragão de Graça no Salão de Atos da UFRGS . Música , estórias fantásticas e uma viagem irrepetível ...
Contribuição sugerida : 1 kg de alimento ou agasalho.






www.darmalovers.com

terça-feira, 17 de julho de 2012

ANIVERSÁRIO DE CLEVANE PESSOA







Tela:Origine, de Daniele Berga (*)

Um dos prazeres que tive no ano passado foi o convite para a a seletiva criada por Sandra Veroneze, do RS(Porto Alegre), da Editora pragmatha, para a belíssima exposição Genesi2, do artista italiano Daniele Berga.
A tela que me coube para eu eu  "poematizar" , interpretar em versos,foi Origine.

Fui selecionada e houve um lapso de tempo entre a nossa comunicação  e um belo dia, descobri que a exposição estava acontecendo na Assembléia Legislativa de Porto Alegre.

Se eu conseguir os poemas dos demais autores, conjugadas às telas, postarei.

Depois, escrevi para o artista, em seu próprio blog e ele respondeu agradecendo e publicando meu poema.

Algum tempo depois, compartilho aqui :

Caro Berga: Sou Clevane Pessoa e com honra e alegria, interpreto em Poesia, uma de suas telas nesta exposição, a convite de Sandra Veroneze-Editora Pragmatha.  Lindo trabalho!
Sucessos, vida longa a você e sua arte!
hana.haruko1@gmail.com


"ORIGINE

Do abstrato ao real, de um primo ponto a outro,a invenção da reta,
da reta encurvada, a forma da curva,
donde duas metades formam o círculo e outras,as espirais.
Segmentos partidos, escadas,polígonos, fractais.
Origine.Cores são lançadas, primárias, secundárias e            [terciárias
E cada uma em nuances, tons, sobretons, misturas de [modo interminável .
A invenção da semente leva à amplidão da floresta. Fósseis atestam os primórdios.
Novas sementes, seres vivos para uma evolução perene.
Cheiros e águas poderosas.Vida.Convite a respostas sucessivas.Origine."

Clevane Pessoa
 
Fonte:http://bergaarte.blogspot.com/2010/11/astratti_20.html
CLEVANE É UMA AMIGA/POETA , que merece tudo que há de bom,há muito tempo que nos correspondemos,e desejamos a ela muita paz,saúde e harmonia!! feliz aniversário, QUERIDA !!!
abçs do everi carrara e equipe telescopio.

EFIGÊNIA COUTINHO

O AgoraEfigênia Coutinho
 
O agora é esse segundo,
longo e emocionado,
que é sempre bem-vindo.
 
O agora é esse segundo
que fica enamorado...
intenso, e tona-se infindo.
 
O agora é esse segundo
que se vive no momento
e que se idealiza  fecundo.
 
O agora é esse segundo
que chega  profundo...
para mostrar-se ao mundo.
 
O agora é esse segundo
que se vive, desejando
o amor mais vagabundo.
 
O agora é esse segundo 
para  viver novo segundo
dum amanhecer jucundo. 

 
Balneário Camboriú
Novembro 2012

segunda-feira, 16 de julho de 2012

MAGALI MOSER









Irmanamos na mesquinharia

Há uma semana do ano que se torna melhor viver em Blumenau. Os dias frios do mês de julho chegam acompanhados de expectativa e efervescência cultural com o Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau. Durante o FITUB, a cidade ganha outro ritmo. As ruas, novo colorido, novas caras, novos sons. É o momento de reencontro de pessoas queridas. E também do inevitável contato com a diversidade do mundo. Nestes dias, o diferente se incorpora com naturalidade à paisagem monótona. Quando, além do mês de julho, haveria a possibilidade de encontrar com alguém de Israel pela cidade? Em que outro momento o Teatro Carlos Gomes celebra o papel que lhe cabe de forma tão singular? Quando a arte toma conta do espaço urbano com tanta intensidade?
O mais antigo festival universitário de teatro do País chega a 25ª edição consolidado no calendário cultural. No entanto, é lamentável admitir que um festival desta envergadura tenha sido reduzido em dois dias por conta de outros eventos agendados no teatro. Como lembra o historiador Viegas Fernandes da Costa, apesar da vida longa, surpreende-se também por ainda não contar com o apoio dos governos municipal e estadual.
O descaso com a cultura e a tentativa de manter a cidade sob as definições de “ordeira”, “de família” e com “pessoas de bem”, para usar as palavras da peça A Saga no Sertão da Farinha Podre, foram tratados de forma cômica e crítica no espetáculo apresentado no último sábado, 7, na praça em frente ao Teatro Carlos Gomes, pelo Coletivo Teatro da Margem, de Uberlândia (MG), que em 2010 trouxe para Blumenau o premiado “Canoeiros da Alma”.
Na primeira incursão pelo teatro de rua, a peça dirigida por Narciso Telles reflete sobre a expulsão de artistas que passavam em caravana pelo Sertão da Farinha Podre, com a apresentação do espetáculo Antígona de Sófocles. O grupo enfrenta as hipocrisias de uma cidade que quer manter um rótulo. Há uma tentativa de manter o padrão de “cidade ideal”. As coincidências do espetáculo com Blumenau não param por ai. O texto traz ainda referências à prática de racismo e abuso de autoridade cometido por policiais miliares durante o FITUB ano passado contra um estudante mineiro de teatro. Em outro momento, um dos personagens utiliza um quepe em alusão ao mito de que a parte superior do prédio do Teatro Carlos Gomes tenha sido construída em homenagem a Hitler.
As questões do espetáculo mineiro são próximas à realidade de qualquer cidade. Tanto que ficou a dúvida se foi produzido especialmente para Blumenau. Um dos integrantes do grupo, o ator Samuel Giacomelli esclarece: “na verdade falamos da história de Uberlândia. Claro que em cada cidade que vamos inserimos alguns elementos para ficarmos mais próximos da situação local, mas são muito sutis essas mudanças. Definitivamente, somos todos vizinhos dessas mesquinharias e intolerâncias.”
Se o FITUB deixa uma lição é justamente esta: somente a arte é capaz de nos libertar dessas mesquinharias. A arte tem o estranho poder de nos comover profundamente. Ela fala de nós, de nosso âmago. Permite um olhar sobre nós mesmos. É indispensável por gerar formas mais sensíveis de ver o mundo. A arte só liberta porque é universal, e aí o grupo israelense que apresentou Dona Flor e Seus Dois Maridos nos prova mais uma vez esta constatação ao levar para os palcos do teatro uma obra genuinamente brasileira. A coordenadora do FITUB, Pita Belli, tem razão. Como apontou na cerimônia de premiação do festival, ontem à noite: O FITUB é um patrimônio de todos nós. Que venha logo a próxima edição!
Texto: Magali Moser
Fotos: Daniel Zimmermann
As imagens são da peça A Saga no Sertão da Farinha Podre, do Coletivo Teatro da Margem, de Uberlândia (MG)