sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A PRIMAVERA SEMPRE VOLTA


A PRIMAVERA SEMPRE VOLTA
Por Luiz Carlos Amorim (escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
E não foi só pelos dias lindos de sol e pelas flores tantas a enfeitar os caminhos que me dei conta que a primavera chegou. Minha amiga Irene, do Rio Total, envia mensagem, no final de setembro, me perguntando o que houve com minha página em Escritores e Poetas daquele portal, pois já está com mais de duas mil visitas só nesta primavera. Na do ano passado foram mais de cinco mil visitas. Fiquei tão feliz com o sucesso de meus poemas sobre a primavera (pequenos poemas, embora autênticos), que resolvi falar da nova estação, coisa que nem pretendia fazer, pois neste ano esta época tão bonita veio um pouquinho mais tarde do que de costume. Mas a passarada, com suas cantorias maviosas nas minhas manhãs não me deixariam esquecer, mesmo que eu não olhasse para fora.Então não me furto a cantar aos quatro ventos a beleza dos ipês, majestosos, travestidos de sol, espalhando luz e cor e enchendo meus olhos extasiados. Não posso deixar de mencionar as orquídeas, exalando perfume e exibindo suas cores. Não posso esquecer as onze horas, os girassóis, as petúnias, as primaveras e tantas outras flores enfeitando jardins por todas as cidades. O jacatirão de jardim, ou manacá-da-serra, já floresceu maravilhosamente, embora algumas árvores ainda exibam alguma cor remanescente. Mas no norte e nordeste de Santa Catarina começa a florescer o jacatirão nativo, aquele que ninguém plantou, que nasceu livre na floresta, nas encostas, nos caminhos. O verde das suas folhas começará a desaparecer em meio a tanta flor de cor branca, vermelha e vinho, pontilhando toda a mata com ilhas de tons avermelhados.E no auge do verão a beleza se instala, numa explosão de nuances que vão desde o branco até o lilás, como se fora enfeite para a chegada do Natal e do novo ano que chegará.Então, agora que parece que finalmente o inverno foi embora, levando com ele o frio, a solidão, a saudade, eu agradeço à Mãe Natureza por deixar vir a nós a primavera para vestir a terra de flores, de verde e de cores.
Seja bem-vinda, primavera. Contigo renasce a vida, brota de novo a poesia, renova-se a esperança. Lança sobre nós o sol, raio de luz, força e cor, essência de vida de nós, pequenos filhos da terra.
Vem, primavera e traz contigo a paz, a melodia do cantar dos passarinhos, e a flor do jacatirão...

Um comentário:

Talma disse...

Pois é Luiz Carlos...a primavera sempre volta! E esta certeza alimenta minh'alma anêmica de alegrias. O inverno tem sido longo, silencioso e frio. As chuvas são tormentas que não limpam o ar nem fazem rebentar brotos...só trazem devastidão. Ah! que saudade da primavera por dentro...