sexta-feira, 6 de agosto de 2010

RAYMUNDO ARAUJO FILHO


Vocês Querem Bacalhau?

Contra o Autismo Oficial, oferecemos um Altruísmo Independente.
Raymundo Araujo Filho
Médico veterinário homeopata e detesta os pescadores de águas turvas.
Já que o Lullo Petismo é cego, surdo e mudo para a realidade, vivendo em uma espécie de "autismo político", aliás muito comum naqueles que têm a sensação de estar no Poder, sem realmente conduzirem nada, ao contrário, apenas servindo de burros de carga para deleite e avanço do capital, cumpro a tarefa de sinalizar com a realidade, aliás extraída dos próprios dados e cifras governamentais, mas bem e corretamente interpretados. Contra o Autismo Oficial, oferecemos um Altruísmo Independente.Nada lêem senão seus lambe botas (e bota lambe e botas nisso!), não interpretam os números expostos, todos eles oficiais, e que sob detalhada e qualitativa (não apenas quantitativa_ leitura nos mostram o descalabro do (des)governo Lulla.Os Programas de Transferências de Renda são alvos de vários estudos. Ontem o IPEA (gabinete da Presidência da República) lançou um estudo sobre o PNUD (Programa de Desenvolvimento das Nações - da ONU), com o título tendencioso "Estudo aponta a necessidade dos Programas de Transferência de Renda", para maquiagem do entreguismo do (des)governo Lulla.Este estudo nos mostra que, após 8 anos de governo Lulla, 20% dos mais ricos continuam e consomem 59% da renda do país, e os 20% dos mais pobres, apenas 3,8%. Esta situação não melhorou nem em 3% a situação herdada de FHC.
Mas, o que o estudo não explicita, ou não é divulgado, é como se opera, e quais os números desta "Transferência de Renda", só que ao contrário, isto é dos Mais Pobres, para os Mais Ricos".Vamos ao Telão (como diz o bordão de engraçada personagem humorística da TV):
O Bolsa Família beneficia cerca de R$11 Milhões de pessoas, que recebem em média R$100,00, para que o governo possa dizer, mentirosamente, que 10 Milhões de pessoas saíram da miséria, sob o governo Lulla. Isto é, que 10 Milhões de pessoas ganham mais de R$4,10 (e ainda temos 30 Mihões de pessoas que sequer isso ganham). Isto dá, em conta bem aproximada, um gasto de R$13 Bi anuais para o governo. E, sem que nenhum Serviço Básico para a população funcione, como todos sabemos (ou não?).
Agora vem o outro lado da moeda.
Este mesmo estudo do PNUD nos mostra a triste realidade dos fatos (os números bem interpretados não mentem, jamais).
O governo Lulla gasta (em parte deixando de receber) anualmente quase R$400 Bilhões anuais com o que chamo de Projeto de Transferência de renda para os Ricos, sob vários mecanismos que irei descrever a seguir.
Atentem que é de cerca de 30 vezes a diferença dos gastos do governo com os ricos, em relação ao que gasta com os Pobres, POR ANO. São cerca de 10 Trens Bala (ainda não superfaturado, como será) por ano, doados para os ricos.E como se dá esta transferência de renda perversa? Muito simples e está em todos os jornais.Isenções de impostos, tabela do IR que beneficia os mais ricos, facilidade do trânsito de capitais voláteis não taxados, desoneração do sistema financeiro, aumento das taxas de juros (R$50 Bi exonerados em 30 dias, recentemente), compra de serviços privados que seriam obrigação do Estado, facilidades extremas na concessão de créditos não ou pouco tributados, alta taxação dos alimentos da cesta básica e dos combustíveis, além das tarifas públicas e de serviços públicos (hoje, privados), onerando muito mais o pequeno consumidor (telefonia, água, luz, etc..), entre outros.
E mais, estes R$300 bi anuais têm um seguro que se chama Superávite Primário, que nada mais é do que uma reserva em grana viva e sequestrada pelo Governo, que hoje é na ordem de R$200 bi, somando então R$500 Bi anuais para os Ricos, e apenas R$13 Bi para os Pobres.Assim, o IPEA apenas repete como um Papagaio de Pirata o ditame da Ordem Mundial que, ao expor estes números iníquos, traz o título que reafirma "a necessidade dos Programas de Transferência de Transferência de Renda", como uma senha para o que chamo de "esmolarização da sociedade", como se um país pudesse encontrar o seu eixo a partir de esmolas aos miseráveis. Parece aqueles dadivosos que dizem que "se todos derem esmolas aos pobres, a pobreza acaba".
De minha parte, não cobro dos miseráveis que rejeitem as esmolas oferecidas. Mas, a minha contrapartida é alertá-los que por aí nada conseguirão em termos de dignidade e progresso.E também, não posso me furtar de expor a realidade como ela é, contestando uma elite que se diz intelectual , mas cujos membros e postulantes não passam de Bobos da Corte, Operadores do Crime Lesa Povo, ou meros Inocentes Inúteis.
*Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e detesta os pescadores de águas turvas

Um comentário:

Nilton Salvador disse...

Olá Raymundo, leia sobre Autismo Político em: http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/598757
visite:autismovivenciasautisticas.blogspot.com
Abraços